#1 Por favor, dados | Casa Firjan em Pauta

Apenas 35% dos líderes utilizam dados para a tomada de decisão

23/05/2022

#1 Por favor, dados | Casa Firjan em Pauta

Edição #1 | Maio 2022*

Empresas orientadas por dados encontram bases sólidas para tomar as melhores decisões e, assim, conseguem potencializar o desempenho de seus negócios — ainda que esse seja um caminho não tão simples. A edição 2022 da pesquisa anual da NewVantage Partners, com líderes de 94 organizações integrantes da Fortune 1000 — grupo das mil empresas americanas mais valiosas —, mostrou que ter uma liderança orientada por dados é ainda uma grande aspiração para a maioria das organizações. A pesquisa destacou que: 

▪ Apenas 26,5% das empresas afirmam ser data-driven; 

▪ 19,3% relatam ter estabelecido uma cultura de dados; 

▪ 91,9% apontam impedimentos culturais como a maior barreira para as organizações se tornarem orientadas por dados. 

Enquanto isso, no Brasil... 

Apenas 35% dos líderes utilizam dados para a tomada de decisão. Esse número, revelado pelo Instituto Cappra, evidencia a importância do desenvolvimento de novas habilidades analíticas nas empresas. Para Ricardo Cappra, cientista de dados e fundador do Instituto, é preciso que líderes e colaboradores enxerguem a análise de dados como parte de sua rotina de trabalho, e não uma função de terceiros. Cappra foi o convidado do 5º episódio do Podcast Lab de Tendências, da Casa Firjan.

Mas o que impede as empresas? 

No ano passado, a edição digital da revista Forbes publicou um artigo de Brent Dykes, autor do livro “Effective data storytelling: how to drive change with data, narrative and visuals”, onde ele aponta 10 principais razões que impedem o desenvolvimento de uma cultura analítica nas empresas. Dentre elas, destacamos 5: 

1) Falta de apoio 
É pouco provável que uma cultura de dados seja difundida na empresa se os principais tomadores de decisão não estiverem comprometidos a mudança.  

2) Falta de visão analítica 
Uma pesquisa da Qlik e da Accenture entrevistou profissionais de 9 países e identificou que 74% deles afirmam se sentir sobrecarregados ou insatisfeitos ao trabalhar com dados. Sem treinamento e apoio, essa resistência com a cultura analítica tende a aumentar.  

3) Ferramentas complicadas 
Para expandir a cultura de dados, é importante que as ferramentas utilizadas sejam intuitivas e acessíveis, tanto para analistas quanto para lideranças.  

4) Fluxos de trabalho 
Se integrados aos processos de trabalhos já existentes, a análise dos dados se torna uma extensão natural do trabalho, e não uma tarefa extra.  

5) Gestão de mudança 
Tornar-se uma empresa orientada a dados requer uma mudança de mentalidade. De acordo com a McKinsey, empresas que investiram fortemente em gerenciamento de mudanças obtiveram uma taxa de sucesso de 79%. 

O primeiro passo 

Em maio, a Casa Firjan e a Firjan IEL oferecem um seminário gratuito para todos aqueles que desejam desenvolver uma cultura analítica em suas empresas. A Jornada Dados como Estratégia de Negócios contará com a participação de especialistas do mercado e cases de empresas que já implementam com sucesso dados para a tomada de decisão. Associados Firjan terão ainda a oportunidade de participar de uma capacitação gratuita para desenvolver um plano de ação viável no contexto da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), afinal, privacidade e segurança de dados precisam estar no topo das prioridades para as empresas.

E por falar em segurança... 

Você sabia que de acordo com o relatório "Global Cybersecurity Outlook 2022", do Fórum Econômico Mundial, as pequenas e médias empresas (PMEs) são vistas como uma ameaça para as cadeias de suprimentos, redes de parceiros e ecossistemas? A pesquisa, realizada com líderes de empresas públicas e privadas de 20 países, mostrou que 88% dos entrevistados estão preocupados com a resiliência cibernética das PMEs em seu ecossistema.

O contexto de digitalização exponencial no qual estamos inseridos acende um alerta: é urgente que as empresas, independentemente de tamanho ou setor, estejam atentas às melhores práticas para proteger seus dados – e os de sua cadeia de valor. Jeremy Jurgens, diretor do Fórum Econômico Mundial, faz um importante lembrete no prefácio do relatório: "cibersegurança não é uma tecnologia à parte, mas sim um conjunto fundamental de sistemas abrangendo tecnologia, pessoas e processos para a Quarta Revolução Industrial." 

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